O David, de Michelangelo, os Botticelli no Uffizo, o Duomo de Brunelleschi, Ponte Vecchio: a pequena cidade de Florença concentra mais obras de arte e arquitetônicas do que muitos países conseguem juntar em todo seu território. Claro, o resultado disso é que tudo está sempre cheio de gente. O melhor que você pode fazer é visitar Florença na baixa estação. Assim, aumentam as chances de você conseguir encontrar as lindas praças e as ruas de pedra do centro histórico relativamente vazias.
O grande problema de visitar Florença é este: você pode enlouquecer. É comum turistas serem internados por causa da chamada Síndrome de Stendhal, diagnosticada nos anos 70 pela doutora Graziella Magherini, ex-chefe do departamento de psiquiatria do hospital florentino Santa Maria Nuova. Os sintomas são tontura, taquicardia, confusão mental. Tudo causado por algo a que nós não estamos habituados: excesso de beleza. Stendhal, escritor francês, autor de O Vermelho e o Negro, teve um surto ao entrar na Igreja de Santa Croce, em 1817, onde estão os restos de Michelangelo, Maquiavel e Galileu, e ver os afrescos de Giotto. "Eu estava numa espécie de êxtase", escreveu ele no livro Roma, Nápoles e Florença. "Tudo falava tão vivamente à minha alma. Tive palpitações. A vida se esvaía de mim. Eu caminhava com medo de cair."Isso não é frescura de francês, definitivamente. Florença, com suas ruas estreitas tomadas por lambretas, berço do Renascimento, uma cidade em que palácios e monumentos aparecem a cada esquina, em que cada pedra tem uma história, é o retrato da genialidade humana. No século 15, era o centro do mundo (ou seja, da Europa), atraindo o talento de gente como Leonardo da Vinci, Donatello, Michelangelo, Dante Alighieri, Galileu, Brunelleschi, Boccaccio, Botticelli, Rafael...
DDD: 055
Informações turísticas:
www.firenze.netEmbaixada em Roma: Piazza Navona, 14, 06/683-981,
www.ambasciatadelbrasile.itHora local: + 4h